None of this may present any sense to you right now, but once you realize these are just chop-suey evenings with marmelade everlasting skies, you'll know what I mean.
Oh you you you you you
If you only knew the lenghts I'd go to
You pack away all your ballpoint pens
And take a plane back to the Philipines.
Enquanto descia a rua, o seu pensamento fugia para coisas insensatas, sem claridade. Aquele momento que nunca aconteceu, aquela promessa que ficou por cumprir. A calçada parecia cambalear como um navio português duma qualquer frota dos descobrimentos perdida nas correntes do tempo. Nada mais parecia real; havia um cheiro que nauseava. Olhando para os outros apenas conseguia encontrar a estranheza de não se conhecer a si próprio, uma lucidez indistinta que ficou por explicar. Chegou o momento de parar: voar assim só pode acabar em despenhamento. Mas como fazê-lo?, não era algo que constasse no manual de instruções. Dentro de si sentia uma torrente, indefinida e sem um sentido claro; com um leito áspero que não sabia por onde trilhar, sem um pastor que lhe indicasse onde amainar.
Continuemos. Se pensarmos bem, não há razão para parar agora. O vento ajuda-nos (ó se ajuda!) e se calhar até se sente com coragem para decidir por nós. Será que ele é de confiança? Será que tinha um currículo à altura, será que tinha convencido a minha mãe que podia dar-me boleia para casa nos dias em que ela se atrasasse? Será que na sua infância conduzia tractores nas estradas públicas e fazia piruetas com motorizadas para agraciar as meninas? Será que ao descer a rua, certo dia, não terá olhado para a porta errada, do lado errado da estrada, e encontrado algo que o precipitou a tomar uma decisão errada que alterou o rumo da sua vida de forma irreparável? Será que ele tem sequer histórias para contar? O vento pode ser um embuste, uma fama que nunca teve proveito; quem será capaz de dizer se não o é.
Onde é que estão as referências? Fizeste uma esquadria como deve ser? Aposto que deixaste tudo sujo. Resta agora esperar.