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tenaz

TENACidades 

quinta-feira, abril 18, 2013

06:25 -

Olá, espaço maior. Onde estás, por onde alternas, pergunto-te. Nada. Não há respostas nem parece haver qualquer tipo de feedback. E nós, onde estamos? Por onde nos podemos orientar? A luz do farol; o que é feito dela?

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terça-feira, abril 16, 2013

05:05 -

Não sei porquê, sempre gostei do cheiro de Espanha. Aquele cheiro mesclado entre alcatrão e cimento novo, tonificado por uma certa frescura no ar, típica dos dias precaventes ao Verão. Provavelmente um cheiro que contém também uma camada de aroma a dejetos, espalhados um pouco por toda a via pública, esquecidos à espera que o tempo se encarregue deles, sempre aparentando estarem prestes a dissipar-se ao virar de página do dia seguinte. Parece sempre ser o cheiro ao dia de amanhã. Talvez seja por isso que goste dele; cheira a novo, cheira a folha branca à espera de ser escrita. Cheira a halls de entrada com ladrinho a brilhar e a escorregar de tanta limpeza -- parece até incrível que resistam incolumemente à provação de todos os tipos de calçado sem acumularem quaisquer riscos -- e surpreendentemente cheira a fragrância de bosque selvagem.

Meu Deus, se pudesse ficava aqui para sempre. A noite cai levemente e o dia levemente se levanta. Todos os dias de madrugada, as estradas invadem-se de carros que não têm demasiada pressa em chegar a lado nenhum, e o ar pragueja calma e serenidade. Não fica nada por dizer, aqui. O tom das pessoas augura que as palavras não ficam encravadas numa forma ténue de sentir, nem num temperamento dúbio evitante de conflito. E já que falamos das pessoas, há que não tentar contornar que também aqui elas estão entregues a si próprias e às concepções que albergam do mundo. Também aqui nos cruzamos com caras introspetivas de preocupação todos os dias ao deslizar pelo metro.

E não, não quero conhecer mais do que simplesmente a minha cidade. Não tenho curiosidade em ver até onde esta maneira de estar e ser vai, até onde estica na sua amplitude, e as variações que comporta noutras versões de si mesma. Não quero porque sei que nada é para sempre, e a solução que neste momento encontro para mim e que me trouxe alguma tranquilidade naturalmente tem também um prazo de validade, que só pode ser antecipado se a minha sede de conhecer fizer transbordar a minha consciência sobre a física de existir.

Espanha há-de sempre cheirar a isto e nisso posso sempre encontrar um ninho seguro e confortável. E eu hei-de sempre ser um estranho por cá. Isso é inevitável. Até à próxima vez que por aqui alterne.

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quinta-feira, abril 11, 2013

00:17 -


Lore não sabe o que fazer. O mundo parece ter subitamente enunciado a sua face oculta e tudo aquilo em que acreditava parece nada poder contra a irreversibilidade da verdade.

A paisagem desconhecida que atravessa é de facto o horizonte da sua incredulidade. Lore não reconhece o meio que é o seu, o da sua infância, o da familiaridade. «If everything Lore [...] has been taught is wrong […] she might as well be walking on the moon.» A floresta virgem é a alma a transbordar medo. Medo de existir e medo de escolher. E o desespero a nova força subcutânea que ameaça eclodir a qualquer momento, mas numa erupção que apenas pode redundar em coisa nenhuma: mais perguntas sem resposta, mais faces inexpressivas a tentar fugir de si mesmas e da verdade que agora consome silenciosamente o seu respirar.

E todo o Império cai a seus pés. Ali, sem espernear nem reclamar um último desejo. O castelo de mentiras sucumbiu e o baralho de cartas que o edificava tomba ao mesmo tempo que retoma a sua condição original. A natureza reclama o seu reequilíbrio inevitável.

Enquanto Lore desfolha avidamente todas aquelas fotografias, ela está de facto a mergulhar nas memórias que não são as suas: as da mentira, anos a fio alimentada intravenosamente dando uma fenomenal solução à equação irresolúvel, como se da peça em falta do puzzle se tratasse; como se um novo alinhamento astral surgisse, e nos permitisse calmamente repousar na tranquilidade das respostas, aquelas cujas perguntas agora já ninguém consegue sequer ter a certeza de alguma vez ter feito. A cada face feliz naqueles papéis a preto-e-branco com que cruza o seu olhar está uma história sobre ser, de tantas maneiras e tão maravilhosas, à espera que nelas repouse a curiosidade e o desejo de amar. O momento de beber o desejo de viver em paz consigo e com a verdade que há-de vir, sinuosa e inevitavelmente.

O momento em que pisa letalmente aquele angelical veado de loiça é afinal o momento em que se dispõe a viver no mundo novo, agora emergente, quebrando em fáceis formas geométricas o fino gelo que o separa do calor mundano. O mundo em que as mentiras já não têm direito a um palacete vitoriano à beira-rio, e em que a verdade vai ser mais impetuosa do que o que todos estão preparados para enfrentar.

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