Chego e digo-lhe olá. Não é preciso ter pressa; nós somos melhores do que isso. Vejo-a ao longe e a promessa de sempre toma forma em júbilo natural. Depois, é um passo fácil o de descer por entre os piscares dos arbustos levantados, que por se abanarem apenas cumprem o preceito de acariciarem a minha pele nos seus sopros leves. Ainda mais simpatia ecoa do seu leve crepitar; eles só querem dizer-me o quão bem-vindo eu sou. A cada passo que dou mais me ofereço ao precipício, e mais fácil é acreditar que não tenho nada a temer.
O tocar no seu chão nada tem de estranho. É tão natural como gatinhar, aquele que acontecia naqueles primeiros dias. Enquanto passo e a provo despreocupadamente, ela acha por bem beijar os meus pés levemente, sem me assustar com qualquer sensação demasiado escarlate para a minha sensibilidade. 'Chegaste', diz ela num murmúrio atenuado, e ali eu sei que estou em casa.
segunda-feira, setembro 09, 2013
14:10 -
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