Necessito daquele som insidioso, marcante, magoante. Caminho, e enquanto o faço os meus pés perdem o calco e o meu corpo perde a dimensão - transcendo, sem saber por quê nem para quê.
É interessante verificar o quanto que os instintos primordiais são indomavelmente desfavorecidos de razão. Sem que o decida ou note, todas as minhas pulsões estranguladas encontram canal para ser.
Enquanto ouço aquele som perturbante, desfaleço por dentro; as lágrimas afloram-me aos olhos, sem que para isso tivessem pedido a imprescindível permissão.
Perco a consistência; particularmente a vontade. Tudo se torna líquido. E se é que se pode alegar que no processo se ganha perspetiva - será que sim? -, será ela a da liberdade?
É interessante verificar o quanto que os instintos primordiais são indomavelmente desfavorecidos de razão. Sem que o decida ou note, todas as minhas pulsões estranguladas encontram canal para ser.
Enquanto ouço aquele som perturbante, desfaleço por dentro; as lágrimas afloram-me aos olhos, sem que para isso tivessem pedido a imprescindível permissão.
Perco a consistência; particularmente a vontade. Tudo se torna líquido. E se é que se pode alegar que no processo se ganha perspetiva - será que sim? -, será ela a da liberdade?