"Julia was a nice girl. A good person. She worked with special needs children, she snorted when she laughed and cried everytime they showed footage of the towers falling. Other than that, I don't think I knew who she really was. She always said I didn't pay attention."
sábado, dezembro 16, 2017
18:37 -
quarta-feira, abril 26, 2017
10:29 - Last night on earth
Necessito daquele som insidioso, marcante, magoante. Caminho, e enquanto o faço os meus pés perdem o calco e o meu corpo perde a dimensão - transcendo, sem saber por quê nem para quê.
É interessante verificar o quanto que os instintos primordiais são indomavelmente desfavorecidos de razão. Sem que o decida ou note, todas as minhas pulsões estranguladas encontram canal para ser.
Enquanto ouço aquele som perturbante, desfaleço por dentro; as lágrimas afloram-me aos olhos, sem que para isso tivessem pedido a imprescindível permissão.
Perco a consistência; particularmente a vontade. Tudo se torna líquido. E se é que se pode alegar que no processo se ganha perspetiva - será que sim? -, será ela a da liberdade?
É interessante verificar o quanto que os instintos primordiais são indomavelmente desfavorecidos de razão. Sem que o decida ou note, todas as minhas pulsões estranguladas encontram canal para ser.
Enquanto ouço aquele som perturbante, desfaleço por dentro; as lágrimas afloram-me aos olhos, sem que para isso tivessem pedido a imprescindível permissão.
Perco a consistência; particularmente a vontade. Tudo se torna líquido. E se é que se pode alegar que no processo se ganha perspetiva - será que sim? -, será ela a da liberdade?
sexta-feira, junho 13, 2014
16:15 -
Há coisas que me comovem profundamente. A humildade humana prostrada perante Deus. Um "Insha'Allah" de subserviência num reconhecimento de insignificância. Uma mãe que engole um grito surdo de dor porque perdeu um filho. A dor vivida em toda a escala de agudos, lancinante e pérfida. Há coisas que não consigo, não quero explicar. A beleza pode apenas medir-se pela toma do impessoal, do transcendente, da entrega. Pela descaracterização de significado, e pela retoma de consciência. A retoma do ser. Um leito de tempo, um rio de coisas nenhumas. Um manto de conforto universal. Um ter inerte, inconsequente, irrelevante.
No te vayas, llegará enseguida.
quarta-feira, junho 11, 2014
13:02 -
Não sei do que falas. Não sei o que queres dizer, nem se o queres dizer. Não compreendo onde é que entra a temperança, onde sai a sensatez. Por onde anda o raciocínio. Se persiste a disposição de me manter atingível, se cessa a iniciativa de chegar a mim. Quem traz a prudência. Onde penetra a boçalidade. Quando nos abandona a paixão. Se fica a esperança.
segunda-feira, maio 12, 2014
23:31 -
Calha frequentemente as pessoas acharem interessante evocar a candura das suas "almas interrompidas" em momentos selecionados. "Amei a medo, porque não podia dar-me facilmente"; "fomos vítimas de o tempo não nos ter escolhido"; "ela/e traiu a minha confiança; tornei-me uma pessoa ferida". Parecem declarações de mea culpa, ou antes de "no fue mi culpa". Tendência natural para um dos lados da balança nature vs. nurture, ou um descomplexado utilizar tendencioso de mecanismos de auto-vocalização tornados-democráticos, parece ser possível identificar uma inclinação dominante para o desnudar de momentos em que o locus de controlo -- lamentavelmente -- tenha estado centrado numa qualquer ação (ou condição) externa.
No fundo, parecem mais não ser do que manifestações prospetivas de um desejo latente de poder inconcretizado. Se na vida real tal não lhe será proporcionado desafogadamente, nesta tela ficcionada que é o mundo das auto-publicações, fica toda uma página à mercê da forma discursiva eleita, ela própria sujeita ao descarregar de alma que melhor servir a homeostasia espiritual tão necessária. Ficam por contar os outros momentos: aqueloutro em que nos ficamos aquém do proferir daquela palavra vital, do levantar daquele sorriso que quiçá teria feito a diferença, daquele bater na mesa que não nos teria conduzido a uma qualquer circunstância irremediável.
Que digo? Isto é, obviamente, apenas um dos lados da balança. Passa agora o último movimento da nona de Beethoven na RNE Clásica. Uma espécie de morte anunciada. Sei que daqui a momentos virá o coro em toda a sua pujança, mas só para pouco a pouco se ir desvanecendo na sua energia ida e agora decrescente, lúgubre. "O esforço dos vivos", dirão alguns. Ou apenas mais um esforço desfasado de um propósito válido. Parece que o radialista teve a sensatez de assassinar a transmissão antes do troço fatal da sua viagem. Ficamos aqui, à espera que Beethoven regresse ainda, para surpresa de todos os que já se espojaram na sua personificação de cansaço, evitando assim a concretização da capitulação ao virar da sua nona. Felizmente, somos salvos na antena da rádio por um qualquer devaneio de jazz.
No fundo, parecem mais não ser do que manifestações prospetivas de um desejo latente de poder inconcretizado. Se na vida real tal não lhe será proporcionado desafogadamente, nesta tela ficcionada que é o mundo das auto-publicações, fica toda uma página à mercê da forma discursiva eleita, ela própria sujeita ao descarregar de alma que melhor servir a homeostasia espiritual tão necessária. Ficam por contar os outros momentos: aqueloutro em que nos ficamos aquém do proferir daquela palavra vital, do levantar daquele sorriso que quiçá teria feito a diferença, daquele bater na mesa que não nos teria conduzido a uma qualquer circunstância irremediável.
Que digo? Isto é, obviamente, apenas um dos lados da balança. Passa agora o último movimento da nona de Beethoven na RNE Clásica. Uma espécie de morte anunciada. Sei que daqui a momentos virá o coro em toda a sua pujança, mas só para pouco a pouco se ir desvanecendo na sua energia ida e agora decrescente, lúgubre. "O esforço dos vivos", dirão alguns. Ou apenas mais um esforço desfasado de um propósito válido. Parece que o radialista teve a sensatez de assassinar a transmissão antes do troço fatal da sua viagem. Ficamos aqui, à espera que Beethoven regresse ainda, para surpresa de todos os que já se espojaram na sua personificação de cansaço, evitando assim a concretização da capitulação ao virar da sua nona. Felizmente, somos salvos na antena da rádio por um qualquer devaneio de jazz.
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
16:04 -
"Je vais, je vais et je viens
Entre tes reins
(...)"
quinta-feira, novembro 21, 2013
18:52 -
"El mundo era tan reciente, que muchas cosas carecían de nombre, y para mencionarlas había que señalarlas con el dedo."
O chão que treme, não faz tremer.
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